terça-feira, 15 de março de 2011

Tributo a Pilantragem

Quem nunca ouviu falar “da Graça, do Charme, da Beleza e do Veneno da Mulher Brasileira” ?
Quem nunca cantou “Meu Limão, Meu Limoeiro” ?
Quem nunca cantou “Mo… Num Pa Tro Pi… Abençoa Por De… E Boni.. Por Nature.. Ma Que Bele…Em Fevere… Em Fevere… Tem Carna…” ?
Pois essas frases, músicas e termos eram usados pelo primeiro “Interteinement Man” que o Brasil teve, nos idos de 1960/1970… Esse grande interprete era Wilson Simonal.
Era o carioca legitimo, com um swing pessoal, uma voz limpa, presença de palco incomparável. O “Rei da Pilantragem”, titulo criado por Carlos Imperial, compositor e um dos responsáveis pelo seu lançamento e sucesso.
Simonal conquistava e comandava a plateia, fazendo com que todos participassem dos seus shows.
Conquistou o mundo, divulgando a bossa nova e o seu samba soul.
Condenado ao ostracismo pelos órgãos de comunicação e pela covardia de toda a classe artística, que o julgaram “dedo duro” na época da ditadura militar, acabou se entregando ao alcoolismo e , em decorrência, morreu de cirrose hepática aos 62 anos.
Claudio Manuel  (Casseta & Planeta), auxiliado pelos dois filhos de Simonal, e por artistas e críticos da época lançou em 2009 o documentário Simonal - Ninguém Sabe o Duro que Dei.
Você pode assistir a esse documentário aqui, no The Point Carioca, com duração de 1:26:21 hs. 
 
Como o próprio Claudio Manuel disse : “Para ele, não teve anistia”.
O vídeo abaixo mostra Samuel Rosa, do Skank, cantando “Carango”, música que deu origem ao nome do documentário, no Baile do Simonal, Especial da Globo de 2009.
Para ver a letra da música “Carango”, clique aqui (nesse mesmo link você poderá ouvir a gravação original na voz de Simonal).

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